rasto em segredo

domingo, 9 de maio de 2010

E alegre se fez triste



Aquela clara madrugada que
Viu lágrimas correrem do teu rosto
E alegre se fez triste como se
Chovesse de repente em pleno Agosto.

Ela só viu dedos nos teus dedos
meu nome no teu nome. E demorados
Viu nossos olhos juntos nos segredos
Que em silêncio dissemos separados.


A clara madrugada em que parti.
Só ela viu teu rosto olhando a estrada
Por onde um automóvel se afastava.


E viu que a pátria estava toda em ti.
E ouviu dizer-me adeus: essa palavra
Que fez tão triste a clara madrugada.


Poema de Manuel Alegre.

sábado, 8 de maio de 2010

Estrada

E quando tu viras costas, pronto a seguir um novo rumo, uma nova estrada.
Eu sigo a minha também, mas olho para trás caso mudes de ideia.
Mas no fundo eu sei, que nada te fará mudar.
Já nada mais importa.
Foi-se a tua alma com o vento.
Foi-se e eu fiquei a vê-la ir.
Ah, como é difícil ver-te perdido.
Mas o teu mundo é mais forte do que qualquer palavra, canção ou lágrima.
Sabes sempre onde estou, caso queiras deixar essa estrada.